quarta-feira, setembro 28, 2016

Menos buzinadelas e mais bom senso

A forma como conduzimos um automóvel também revela quem somos. Um destes belos dias, num cruzamento, liguei o respectivo pisca para virar à esquerda. Entretanto, chegou outro carro no sentido contrário ao meu, com intenção de também virar à sua esquerda. Tinha uma fila de carros atrás de mim e como ele não me deixou passar também não conseguiu virar. Gerou-se o impasse. Irritado, começou a buzinar. Gesticulava. A situação resolveu-se quando cheguei um pouco à frente e o impaciente condutor lá passou furioso. Um pouco de educação e bom senso tinham evitado aquele impasse.

Talvez a coisa que mais rareie nestes dias é o bom senso. Falta sabedoria e razoabilidade na vida pessoal, na convivência uns com os outros, nas famílias, nas escolas, na política, nas empresas, nas igrejas. Cometem-se muitos erros pela escassez do necessário tento. A Dona Gulodice comeu o chocolate todo sozinha e no dia seguinte ficou com uma tremenda dor de barriga. Os loucos apressam-se nas decisões e vontades, são precipitados; os sábios ponderam, procuram pesar todos os factores e consequências antes de agir. O contrário do bom senso é a louca alienação. Se há coisa que a nossa apressada sociedade tecnológica está a produzir é a alienação da sensatez. Não é senso comum que falta, é mesmo o bom. O bom siso evitará muitas buzinadelas e outros males maiores. Bem aconselha o Provérbio bíblico: "O bom siso te guardará, e a inteligência te conservará" (Provérbios 2:11).

segunda-feira, setembro 26, 2016

A diferença entre um líder e um chefe

"A grande tentação, sempre que a nossa liderança é questionada, ameaçada ou resistida, é darmos uma demonstração clara de que a possuímos, agindo com firmeza e tornando-nos autoritários, até mesmo tirânicos. Mas, liderança e senhorio são dois conceitos muito diferentes. O cristão lidera através do exemplo, não pela força, deve ser um modelo que convida seguidores, não um chefe que os exige."

In: STOTT, John. A Mensagem de 1 Timóteo e Tito. S. Paulo: ABU Editora, 2004, p. 220, 221.

sexta-feira, setembro 23, 2016

Quem é o teu Deus?

Algumas pessoas já me disseram que têm muita fé e que são muito crentes em Deus, mas o aspecto mais importante da crença não é a intensidade da fé, antes em quem nós realmente acreditamos. O tipo de Deus que cremos expõe o tipo de fé que temos. Conhecer o verdadeiro Deus implica dar-lhe a vida e comprometer-se com Ele.

quarta-feira, setembro 21, 2016

Seguro na mão de Deus


Existe um maravilhoso descanso para aquele que assenta a sua confiança no soberano Senhor Deus. O descanso de estar em paz com Deus, consigo próprio e com os que nos rodeiam à nossa volta. Tranquilidade interior. Haverá sossego maior do que saber que a mão dAquele que criou os céus e a terra está também a segurar, guardar e sustentar a nossa vida? O cristão sabe que está seguro nas portentosas mãos do Senhor, por isso, como diz a conhecida música evangélica: "Segura na mão de Deus e vai!" Para a frente é que é o caminho. Com Ele. Siga!

domingo, setembro 18, 2016

Que nunca morra a vontade de amar

"O que precisa morrer em cada pastor é o desejo subconsciente de agradar às pessoas. O que não pode morrer, é a força de vontade para amar. Aí está o risco."

In: HANSEN, David. Arte de Pastorear. São Paulo: Shedd Publicações, 2001, p. 138.

terça-feira, agosto 30, 2016

O pior dos medos

De todos os medos que há no mundo, talvez o pior seja o medo de se entregar incondicionalmente nas mãos de Deus. Tudo começa naquilo que o filósofo Kierkegaard apelidou de salto da fé, a passagem da ética e relativismo humano para o Absoluto divino. O medo de entregar o controlo da nossa vida a Outrem, assusta-nos, mas vencer este medo é única salvação humana. O impulso é dado por Deus, o salto é nosso. O crente que confia e salta para os braços do Cristo ressurrecto, é salvo.

domingo, agosto 28, 2016

O erro dos futuristas e dos tradicionalistas

"Alguns cristãos são futuristas tão ávidos que aceitam apenas o que é novo e não respeitam o passado, o antigo ou o tradicional. Outros cometem o erro oposto. São tradicionalistas fervorosos que resistem a toda a mudança. Ficam presos na lama e a lama endurece como betão armado."

In: John Stott. Os pássaros, nossos mestres. Lisboa: Editora Dikaion, 2016, pp. 27, 28.

sexta-feira, agosto 26, 2016

Pessoas difíceis

Li recentemente no Twitter o pastor Kevin DeYoung dizer que as pessoas difíceis escondem, muitas vezes, um sofrimento interior. Escreveu ele que antes de darmos com um martelo na cabeça dessas pessoas, devemos abrir o nosso coração e tentar estender-lhes uma mão amiga.

Nem sempre é fácil. Normalmente temos pouca paciência para lidar com as pessoas que consideramos difíceis. Às tantas, a pessoa que precisa levar com o martelo somos nós próprios. Num certo sentido, somos todos difíceis. Por outro lado, há sofredores que gostam de alimentar as suas mazelas e esses são difíceis de ser ajudados. O reconhecimento que se está mal e que precisa de ajuda é o princípio da cura. Estar preparado para ser ajudado e pronto para mudar. Humildade é isso.

A melhor ajuda vem sempre de Jesus. Ele usa a sua Palavra, pessoas e circunstâncias para nos ajudar e socorrer. Jesus sempre ouvia, amava e perdoava os sofredores arrependidos. O seu convite permanece em aberto: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mateus 11:28).